Se uma única folha, que de repente cai em um rio, tenta ir contra a correnteza das águas, seu trabalho é em vão. Ela tenta, tenta, resiste, mas nada pode fazer. Seu único caminho natural é deixar-se ir, seguir o rumo. Se entregar a essa força maior e descer com leveza, que é tão própria das folhas.
De outro modo, se essa mesma folha ficar presa em um ponto, agarrada entre as pedras do rio, ela vai se rasgando aos poucos, se abrindo, ferindo a si mesma.
Assim somos nós diante do fluxo da vida e das movimentações do universo, tão maior que nós. É preciso escolher a postura que queremos ter, com a simplicidade dessa sabedoria.